18 December 2014

dos presentes


Os nossos filhos estão agora a entrar numa fase em que já reparam, já questionam, já pedem. O mais novo acho (espero!) que ainda não, mas os outros vão viver um Natal mais a sério.
Todos os natais eles recebem pilhas de presentes (coisa que vai ficando mais moderada com os anos) e vimos do Porto carregados de caixas por abrir, de embrulhos por desfazer por que são tantos que não conseguem receber tudo. Separamos alguns que vão sendo cuidadosamente re-distribuídos (não necessariamente entre eles) e outros vão ficando por gozar ao longo de muitos meses.

Quem dá os presentes é o Menino Jesus. O Pai Natal é um velho gordo, Avô do Menino, que por acaso tem carta de trenó e ajuda na distribuição. E por mais que tentemos explicar o que deve ser o natal, o que devem representar os presentes, há todo um mundo a boicotar as nossas boas intenções...

Nem sequer damos presentes ao miúdos e entre nós. Por que o faríamos? Nem reparariam se o fizessemos e entre nós já temos a maturidade de prioritizar as coisas e o dinheiro é mais bem gasto numa ida a jantar fora ou num par de pneus que vem mesmo a calhar...

Encontrei este post no FB e confesso que nunca tinha pensado muito no assunto. Na possibilidade de os putos compararem presentes, de trocarem impressões e de serem o "mete-nojo" que recebeu tudo o que pediu e não pediu. Sempre nos preocupámos em ter pelo menos um dos presentes que pedissem ao Menino, mas confesso que começo a ficar farta de todo o conluio que é esta cena do natal (com o devido respeito por tudo o que este Advento é!).

Cada vez mais o natal é estar com a nossa família, é tomar o pequeno almoço juntos, é vestir os putos com roupas a condizer, jogar canasta ou ver filmes que deo gracias repetem todos os anos. É uma confusão de papéis coloridos que bem podiam não passar de papeis porque isso é o que realmente fica do natal. É cantar ao Menino com vozes desafinadas e rezar uma Avé Maria porque a noite foi d'Ela.

É isto que eu quero do natal. Quero a minha Família, quero todos os clichés que nos vendem com uma boneca a pilhas ou um anúncio de seguros ou telemóveis. Quero Paz e Amor, mai nada!!


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